Digo Tudo


Paixão, Eros e Tanatos.

O video polêmico(o descobri nesse blog:EVAS,EVAS. A CENA DO BEIJO APAIXONADO ENTRE Daniela mercury e aline rosa causou blá,blá;e os conservadores se arrepiaram e os libertários ,aplaudiram.

A poeta Hilda Hist  nos ajuda a olhar além dos dogma impostos...

“E a poesia de Hilda Hilst nos auxilia a transcender os dogmas impostos por uma religiosidade que priva o prazer e o corpo como expressões do Sagrado. Também nos ajuda a observar a partir do escárnio e do grotesco a busca e vivacidade através do sublime, expresso no desejo em ter acesso ao erotismo e ao amor de Deus.

Esta ambigüidade é parte também da teologia tillichiana, pois para Tillich Deus não pode ser entendido e experienciado se não pela ambigüidade, como verificamos na questão do demônico como essência do próprio Deus. Assim, podemos romper com a espiritualidade padronizada que engaiola o Eros.

Como lembra Maraschin, espiritualidade “não é ausência de corpo ou de matéria, mas a qualidade que o corpo tem e é capaz de expressar enquanto fundamento da existência”.

André Luiz do Amaral Diógenes Braga Ramos

E como diz Rubens Alves: Se Deus não nos tivesse criado para o prazer, Ele (ou Ela) não nos teria dado tantos brinquedos para o corpo, como os gostos, os sons, as cores, as formas, os cheiros, as carícias, e não teria dotado o corpo de tantos órgãos eróticos. 

 

 

O BEIJO

 

Não falo da famosa escultura de Rodin ou da pintura de Klee;falo do famoso e polêmico beijo da Daniela Mercury e Aline Rosa.Para daniela que se declara católica(somos todos por aculturaçao),mas sabemos separar a dominaçao da liberdade.Falando de beijo:eles são polêmicos,ou pelo menos alguns:Judas beija Jesus(na traiçao);Madonna fez um vídeo beijando uma linda mulher na boca(madona é católica ou era!mutatis mutantes podemos ser...);entre tantos outros,temos a nossa versão latina de beija mais!Exibiçao? malandragem para vender mais DVD?ou estarão apaixonadas?Nao sei e nem arrisco palpite neste terreno tão particular,afinal,cada um beija o que quer e a quem quer e parece que as duas se sentem a vontade.O fato,amigos, é que um gesto amoroso entre pessoas e se do mesmo sexo causa um auê(causou na época.)Ninguém se sente contrsangido/a com as agressões,sente medo.Violência por cultura de massa é dominação,poder e até as guerras se justificam por aí,mas o amor ou uma manifestação de carinho como esta vira debate nacional.Amar é pecado?Amor é bom,mas porque o tememos,ou o diminuímos? E viva o AMOR em todas as suas cores. Sendo assim,abaixo a HOMOFOBIA E OS PRECONCEITOS.

Querem curtir a bela cena?vejam o vídeo abaixo.

You tube:O beijo.

BOM CARNAVAL!

url:

http://www.youtube.com/watch?v=ybOVXJRvrMc

 

 



Escrito por LIV às 17h09
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Em tempos de mudanças. Civilizar e evoluir na busca da justa igualdade é preciso.POIS É...ENTAO VAMOS DISCUTIR A RELAÇAO?

 

SOCIEDADE:

Todas as mulheres do mundo

Como a condição feminina mudou ao longo da história. De primeira dama do paraíso, virgem santíssima e carolas a Madonas, Leilas Diniz e mulheres-maravilha — muitas vezes à beira de um ataque de nervos. Preconceitos, assédios, triplas jornadas de trabalho: a mulher do século 21

Pegamos emprestado o título do filme de Domingos de Oliveira, de 1966, com Paulo José e a paradigmática Leila Diniz no auge de sua beleza e talento, para fazer algumas reflexões pertinentes sobre o panorama histórico da condição feminina.

Há milênios, a mulher é submetida por formas mais ou menos explícitas de violência e contenção. A primeira é descrita no gênesis bíblico, no qual nossa mãe Eva é alçada a uma condição de inferioridade ao homem, primeiro por ser um “subproduto” de uma parte de seu corpo e não o resultado vivo do sopro divino como fora Adão. Em seguida, Eva é feita culpada pela expulsão do Éden, ao tomar parte ativa no processo de desobediência divina, ao dar ouvidos à serpente e, por conseqüência, nos jogando para fora da boa vida paradisíaca.

Segundo o culto mariano católico, mesmo num casamento restrito e monogâmico, a mulher é impura - já que não é possível ser mãe e virgem

Antes de Eva havia o mito de Lilith. No Talmude, ela é descrita como a primeira mulher de Adão que, devido a sua insubmissão a um plano divino que a colocava como naturalmente inferior, foi lançada aos infernos, como Lúcifer, tornando-se, entre outras coisas, o símbolo do desregramento sexual e sedução maligna. Características que alertavam para perigos envolvidos em um papel mais ativo da mulher. Na era cristã, a Virgem Maria apareceu como resgate e modelo para a mulher nos próximos séculos. Infelizmente, o culto mariano impõe à mulher um modelo nocivo ao seu desenvolvimento subjetivo. Mesmo dentro de um casamento restrito e monogâmico, ela jamais seria suficientemente “pura” - ostentando em si a vergonhosa mácula do pecado sexual, visto que a maternidade e a virgindade são obviamente incompatíveis.

Em qualquer revisão histórica que se efetue da condição feminina, chegam-se a conclusões semelhantes que apontam para períodos mais ou menos misóginos [1] no Ocidente. A Igreja Católica de 2008 é contida pelo Ocidente laico que, a partir do Renascimento, vem limitando, a muito custo e com relativo sucesso, o seu poder imperial. Se assim não fosse, as idéias do Vaticano na atualidade não difeririam muito de seus ancestrais medievos. Exemplo disso são as declarações dos últimos dois papas acerca da condição feminina, fatalmente ligadas aos pecados da carne, aborto, sexualidade e comportamentos sociais diversos. “Tirem os vossos rosários de nossos ovários”, bradam as feministas ainda hoje. E com razão.

Em contrapartida, por meio da luta de mulheres e homens, principalmente no século 20, foram formuladas leis de proteção e benefícios fundamentais à correção de injustiças de gênero históricas. Porém, elas, paradoxalmente, não inibem violências das mais diversas contra a descendência de Eva. Ainda hoje, mulheres vivem sob jugo patriarcal e, em certos casos, sofrem violências sob o beneplácito do próprio Estado, que, ou introduz a submissão em seu breviário de leis, ou é frouxo no julgamento e condenação com bases na honra viril maculada. Notadamente presente em países como a China, Tailândia, algumas regiões da África e Oriente Médio e também na América Latina, essa característica possui tentáculos suficientemente grandes para abarcar países do "primeiro mundo", que não são de modo algum isentos de registros de violência e contenção do gênero feminino.

Nada contra uma mulher adulta usar o corpo como lhe convier - inclusive fazendo sexo remunerado. O que preocupa é a relação submissa que a prostituiçao cria, sob mediação do dinheiro

Poderíamos pensar que há algo de errado com os homens... Será? Descartando, por ora, aqueles que são mais ignorantes ou provenientes de culturas que reduzem a importância do feminino, nos deteremos naqueles que possuem educação cultural e meios favoráveis para um comportamento menos machista e opressor com as mulheres. Porém, não se furtam de ser cúmplices do turismo sexual do terceiro mundo, de pertencerem a redes internacionais de pedofilia e de perpetrarem de forma oculta aquilo que já não podem fazer às claras.

Donos dos meios de produção, pertencentes à elite branca e dominante, tais homens perceberam, há muito, que existem formas sutis de burlar as regras às quais estão submetidos para poderem dar vazão ao primitivismo que resiste ainda dentro de si. A primeira e mais evidente se dá no território da prostituição. Ela prospera a passos largos no mundo inteiro. Clientes cada vez mais fiéis e assíduos utilizam-na como forma de exercer menos a sexualidade do que uma relação de poder onde, sob a mediação do dinheiro, se tem a mulher que se quer e da forma mais conveniente. A manutenção da indústria da prostituição tem como princípio a miséria de mulheres e meninas nas regiões mais vulneráveis do planeta e a demanda sempre crescente por esse serviço.

Não somos contrários à decisão de uma mulher adulta usar o seu corpo da forma como mais lhe convier, e isso pode incluir o ato sexual mediante remuneração. Contudo, preocupa-nos que esse homem descrito anteriormente está sempre ávido por “carne nova” e, ao que parece, cada vez mais jovem. Para isso não hesita em aproveitar-se da indigência financeira e moral que acomete alguns países do terceiro mundo, cujo comércio de escravas sexuais movimenta altas somas financeiras e destrói a vida de adolescentes e crianças, vítimas das mais cruéis situações de maus-tratos e violência.

Nas grandes empresas, esse mesmo homem aprendeu a valer-se da mão-de-obra feminina. Farta e abundante, está sempre disposta a dar o melhor de si no ambiente laboral, visto que o fantasma de suas avós, dependentes e oprimidas, ainda se faz presente em uma mulher que hoje em dia coloca a carreira em pé de igualdade com o desejo de casar e ter filhos. E por que seriam excludentes ambas as coisas? Infelizmente as pioneiras da década de 50 a 70 pagaram um alto preço pela sua independência. Eram vistas como condenadas a ser pouco atraentes e frustradas no campo amoroso, em troca de ascensão profissional. É algo que a mulher contemporânea já não aceita. E, graças a isso, temos as famosas duplas, triplas e quádruplas jornadas da mulher. Acorda cedo, trabalha o dia todo, dá atenção à cria e de noite é esposa atenciosa e uma amante ardente para o seu marido que, por ser homem, não precisa provar muita coisa, já que, historicamente, esse sempre teve valor em si e, de certa forma, ainda mantém essa premissa interiorizada.(segue...)



Escrito por LIV às 13h08
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Modelo por modelo, preferimos a Leila Diniz: subversiva sem ser patrulhadora, amante sem acrobacias, maternal sem culpas, trabalhadora consciente de seu valor, sedutora sem ser manipuladora

Nas classes populares percebe-se a incidência cada vez maior de um matriarcado estabelecido a partir de condições sociais que destacam uma situação favorável ao trabalho feminino, em contraste ao masculino. Mulheres da periferia obtêm renda como manicures, cozinheiras, costureiras, babás, faxineiras, ou, na pior das hipóteses prostitutas - trabalhos tradicionalmente associados ao feminino. Os homens nessas mesmas condições percebem a sua capacidade tradicional de trabalho diminuída no que se refere às atividades mais tradicionalmente ligadas ao masculino, seja por terem que dividi-las com as mulheres, seja pela perda de postos de trabalho ou exigências cada vez maiores de qualificação para ocupá-las. Assim não são raros os homens ociosos, alcoolistas e, muitas vezes, violentos com suas mulheres – aquelas mesmas que arcam com o orçamento familiar, custos de criação dos filhos e que, não raro, sofrem com a violência e desprezo masculino, que insiste em negar-lhes o valor merecido. De acordo com a pesquisa do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), feita no Brasil em 1998, a violência doméstica é a causa de uma a cada cinco faltas de mulheres ao trabalho [2].

É uma premissa comum no universo do liberalismo econômico o de capitalizar as revoluções a fim de domesticá-las e inseri-las em um contexto lucrativo e palatável. E a revolução feminina das últimas décadas parece não fugir a essa mesma regra. Tendo adquirido o direito a uma sexualidade livre, a mulher ainda continua a sofrer com estigmas morais e a perder o seu valor com o declínio da beleza e da juventude. Tendo conseguido ascender ao mercado de trabalho, sofre explorações, assédios e humilhações. Isso reflete-se na vida pessoal, tornando-a estressante e sofrida, o que acarreta em moléstias que vão da depressão, ausência de libido até moléstias cardíacas - que incidem de forma cada vez mais preocupante no universo feminino.

Tais exemplos sugerem que talvez a mulher pós-feminista tenha tornado-se um bom negócio comercial, sexual e laboral. O que poderia ter dado errado em décadas de lutas feministas então? Talvez Camille Paglia tenha algumas respostas. Ela denuncia o feminismo xiita e politicamente correto dos anos 70, que tentou anular algumas premissas básicas em relação á estruturação subjetiva daquilo que nomeamos como o “feminino”, criticando violentamente a geração de Betty Friedan e o feminismo militante que anulava as diferenças entre os sexos. Palavras de Camille na Folha de São Paulo do dia 27 de março de 2006: "No começo dos anos 90 eu declarei guerra contra o stalinismo do politicamente correto no establishment feminista. Isso causou controvérsia, especialmente minha defesa da pornografia e das revistas de moda. Mas, graças à Madonna, minha ala do feminismo ganhou a batalha. Ela influenciou uma geração de mulheres que abraçou novamente o sexo e a beleza."

Afora os deslumbramentos de Miss Paglia, Madonna certamente é um ícone da modernidade, que fornece algumas pistas para o entendimento das benesses e das armadilhas em que as mulheres se vêem envolvidas atualmente, na ânsia de buscarem o absoluto, que é reservado a poucas (e poucos). Modelo por modelo, ao invés da apolínea popstar norte-americana, optamos pela nossa dionisíaca Leila Diniz que, na década de 60, já previa a multiplicidade de formas e contradições do feminino, que cada vez mais se pronunciam nesse milênio, só que de uma forma mais fluídica e prazerosa. Desobrigada da perfeição estética e da produção maquinal de gozos, Leila era subversiva sem ser patrulhadora, amante sem acrobacias, maternal sem culpas, trabalhadora consciente de seu valor, sedutora sem ser manipuladora, enfim, essa foi a imagem quase arquetípica que dela ficou.

Nunca a mulher desfrutou de tanta liberdade como hoje, em certos agrupamentos sociais. E o avanço da condição feminina só acrescenta, ao universo masculino, a companhia de uma mulher mais plena

Estamos convencidos de que o avanço da condição feminina só acrescenta benesses ao universo masculino, que, ao longo das últimas décadas, desfruta da companhia de uma mulher mais plena e companheira. Nunca ela desfrutou de tanta liberdade em certos agrupamentos sociais como nos dias de hoje. Infelizmente, ecos medievais ainda subsistem nos corações e mentes. Até mesmo nos daqueles que, aparentemente, se apresentam como os mais evoluídos, sendo que ainda estamos longe do ideal de igualdade entre os gêneros, visto que basta a experiência de uma guerra para que o nosso verniz civilizatório venha por água abaixo [3].

Mudar a mentalidade masculina torna-se um imperativo para que possamos reduzir comportamentos agressivos e misóginos no mundo atual. Para isso, entendemos ser necessário uma conscientização feminina no sentido de que as mulheres assumam a sua parcela de culpa na transmissão de inúmeros preconceitos. Principalmente, na educação das crianças, da qual ainda são as grandes responsáveis direta, como mãe e indiretamente como educadoras, visto que a quase totalidade desse ramo profissional, mais incisivamente na América Latina, se constitui de mulheres que, não raro, educam meninos e meninas sob as regras mais conservadoras possíveis - fato que, na maioria dos casos, não lhes é consciente.

Temos esperanças de que as reivindicações e lutas em prol de uma sociedade menos sexista e injusta frutifiquem nas próximas décadas. Mas para que isso se cumpra, ainda há muitas lutas a empreender. Recordemos, por exemplo, que somente com o novo Código Civil, que passou a valer a partir de 2003, o homem deixou de ser considerado como a “cabeça do casal”, bem como foram suprimidos outros arcaísmos humilhantes tal como o bizarro conceito de “mulher honesta” [4]. Que o Dia Internacional da Mulher, que comemoramos no mês de março, não sirva apenas para afagos e flores compensatórias, mas que seja também o dia em que Eva, Lilith, a Virgem Maria, Madonna, Leila Diniz, Condoleeza Rice, a mãe, a virgem, a puta, a trabalhadora, enfim, todos os arquétipos e estereótipos possam se unir em um ser integral pleno de contradições, qualidades, defeitos e subjetividades inerentes a qualquer ser humano, independente do gênero a que pertença.

Mais:

Cláudio César Dutra de Souza e Sílvia Ferabolli são colaboradores do Caderno Brasil de Le Monde Diplomatique

 (03/05/2008)



Escrito por LIV às 13h01
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OUVINDO O AMOR,o sexo

(...)” Queer é o noise do sexo. O plano, se precisarmos apresentar um plano, é o curto-circuito: não precisar mais dos órgãos sexuais, com sua velha morfologia, para o prazer. Do corpo ao órgão, do órgão ao prazer – arrancar matéria orgástica do corpo desorganizado. Mas Machev diz: a arte da alteração, da expressão da potência, da transformabilidade. O que é queer, e o que é trans, inter, a, poli, cybersexual traz as marcas da potência porque é agente infeccioso. Nem se trata de encontrar espaço para o ruído, mas de roer lentamente o sexo com partitura, o desejo como coreografia e os corpos com tonalidade fixa. E a parte mais excitante: tudo soa. Tudo é som. Cada ínfima parte do mundo tem seu próprio ruído, não necessariamente audível. Somos tecno-humanos e necessitamos dos canais de amplificação para aproximarmos nossa escuta do inaudível, da multiplicidade sonora que nos rodeia e que ignoramos. Isso é noise, isso é sexo. Democracia.” Fonte :Diplomatique .Hilan Bensusan

.......................................

BEM AVENTURADOS.

                                    1  

Oh,bem- aventurado o corpo que pede e recebe amor.

Bem aventurado os que possuem o tom do amor e  da paixão.

De quantas rimas  os sentidos se extasiam? Louvor dou aos sentidos

Que me abrem as portas   do prazer como adoração do sentir.

Bem aventurado todos os grandes  pois no amor não há pequenos e fracos,

Há a potencia,ato que soa  em transformação de ruído a som de som a música:partituras do corpo e da alma.

Bem aventurado o corpo que dança sua coreografia  imperfeita e se ajeita no compasso do improviso do amor:rugindo gozos de prazer.

Bem aventurado os que tocam o corpo como o musico perfeito a flauta,pois sabe que aquele instrumento é necessário para a sua arte.

Bem aventurado o amor porque o amor é som é música.

Bem aventurado os sexos em suas cores de ruídos e sons diferentes pois é assim que escrevemos na partitura do prazer o prazer da vida em sutis trocas.

Bem aventurado o amor que da terra nos eleva as nuvens.bem aventurado os 5 sentidos

Como tesouro para o gozo.

Bem aventurado aqueles que sabem da alegria do amor.

                                     2

MAL  ou bem AVENTURADOS?!

Oh,bem aventurados os loucos de amor que rolam sob as estrelas debaixo de marquises imundas,nas sarjetas dos porões.

Bem aventurados os que possuem o tesão animal da paixão impulsiva

Que envergonha a perfeita burguesia dos sentido amarrados como escravo

No pelourinho a receber a chibata do senhor  pelo sentido do gozo  natural.

Ao ruído  primata   é pedido o sielncio,sobre ele se poe mordaças,focinheira como de bicho  perigoso.

Mas se rebelam noites e dias a gemer seus desejos eufóricos e proibidos sob este céu  de cruzes e fogeueiras antigas. São eles que fazem chover chuvas de semem e derramam mucos abundantes da seiva da vida.

Bem aventurados os impuros de amor carnal pois a historia confirma sua origem de naturais e não divinos.Mas pelo amor tem adoração de Kama Sutra.

Bem aventurado o sexo obra a carregar desejos,a conceber a eternidade das vidas,ou mais que isso:o gozo da vida e pela vida na alegria da dor de ter corpos para dividir o nosso natural espanto.

Bem aventurados os amnates loucos,santos;os puros e impuros;

Os tímidos e e excessivos;as santas,virgens,as putas cada uum é o reflexo transverso do outro.Ah,não  há esconderijos  que o corpo não revele!

Bem aventurado o sermão dos monges,dos santos;o panfleto dos rebeldes,as falas das fêmeas e dos machos;

todos a deixar seus rastros de fugaz etrnidade. Em cada ser lá cabe toda a eternidade invisível do gozo e do amor,pois é nele que vivemos a nossa magnitude.

Mesmo que depois...Depois...depois é o vento,a poeira,as cinzas e o pó.

(Liv)



Escrito por LIV às 02h38
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LITERATURA

Quando o labirinto é o mundo

A trama de Saramago é simples mas não é agradável. Seus personagens abandonaram toda a esperança, como se diz no pórtico do inferno dantesco

Ao reler Ensaio sobre a cegueira (Editora Cia. das Letras), em homenagem ao filme de Fernando Meirelles, que estréia neste 12 de setembro aqui no Brasil, lembrei-me de dois contos que precedem o romance de José Saramago em mais de meio século, ambos curiosamente pertinentes no contexto dessa história.

O primeiro é o conto curto “Dois reis e dois labirintos”, de Jorge Luis Borges. A pequena fábula recontada pelo genial argentino (não por acaso cego) conta a história de um rei árabe aprisionado num labirinto convencional pelo rei da Babilônia, e que, ao sair, humilhado, promete um dia mostrar seu próprio labirinto – coisa que faz, pouco depois, quando irrompe a guerra entre ambos. O rei árabe joga o babilônio no meio do deserto e diz: este é meu labirinto. E vai embora.

O segundo é “Entre as paredes de Eryx”, de H. P. Lovecraft, um mestre do conto de horror que já foi muito desprezado por seu estilo rebuscado, mas que hoje tem tido um revival merecido: nessa narrativa, ambientada num futuro em que o homem começou a explorar os planetas do sistema solar, um explorador vai a Vênus resgatar membros de uma expedição anterior e se vê preso em um labirinto invisível, do qual não consegue sair, por mais estratagemas que utilize.

Labirintos invisíveis. Labirintos grandes como o deserto. O que eles têm em comum é que não se pode encontrar a saída. O mapa virou o território.

E quando o labirinto é o mundo?

É essa a minha interpretação de Ensaio sobre a cegueira hoje, numa leitura tão distante da que fiz há mais de dez anos. A cegueira não apenas como impedimento de ver o que está diante de nossos olhos no momento presente, mas também do que sempre esteve lá e nunca recebeu a devida importância: a civilização. E a descoberta de como ela não é mais do que um verniz muito fino sobre a dura madeira do ser.

Qual esperança?

Ensaio sobre a cegueira não chega a ser uma fábula moderna, mas bebe em suas águas. Saramago, dizem (ele próprio diz) não faz ficção científica, mas certamente aponta para esse caminho. Porque tudo depende de conceitos, tudo depende do que se entende por ficção científica. Saramago acrescenta e é acrescentado a uma longa e honorável lista de precursores, como John Wyndham, autor de The Day of the Triffids, onde, depois de testemunhar uma estranha chuva de meteoros, a maior parte da humanidade fica cega. A exceção, até onde se sabe, é um homem que estava com os olhos vendados por ter sofrido uma cirurgia recente. Como a mulher do médico do Ensaio..., a única pessoa que não fica cega e que testemunha os horrores da regressão à barbárie – barbárie essa que já começa com a internação dos cegos num manicômio abandonado, onde, apesar das palavras (vazias) do governo, eles são entregues à própria sorte.

O livro também se assemelha a episódios da clássica série de TV dos anos 50, The Twilight Zone (aqui conhecida como Além da Imaginação) – mas com um sabor ibérico. Um gosto amargo na boca, de quem passou por ditaduras e de quem sabe que não há redenção em gestos grandiosos, que na hora do aperto todo mundo é indefeso, ninguém pode contar com ninguém a não ser consigo mesmo (e às vezes nem isso). É na treva branca (ou mal-branco, como a estranha doença que cega os humanos é conhecida) que os homens se revelam em toda a sua selvageria. Sem segurança, eles crêem que nada mais há a perder.

A trama de Saramago é simples mas não é agradável. Seus personagens mergulham no labirinto de corredores do manicômio abandonado como Dantes num labirinto sem Virgílio que os guie (ou que os acuda). Abandonaram toda a esperança ao entrar, como se diz no pórtico do inferno dantesco.

Sua escrita é convoluta, arbórea, por vezes quase rizomática em seus desvios e paradas para ironizar o comportamento humano. Labiríntica. E, no entanto, Ensaio sobre a cegueira é um labirinto no qual entramos com prazer, percorremos com vontade, e cujo final procuramos desesperadamente, com uma esperança tão humana mas talvez fútil, pois Saramago pensa como Kafka, que um dia disse: “A esperança existe, mas não para o homem”.

Fábio Fernandes

(12/09/2008)

TEXTO DO diplomatique. http://diplo.uol.com.br/

...........

LOST

Aproveitando a deixa do artigo acima,poderemos incluir a serie americana:LOST como um Labirinto? Num mundo(ilha)sem saida,a selvageria humana se exibe sem desculpas.O inferno é não ter saída,e ir perdendo a esperança? Esta ficção cientifica nos remete a visão apocalíptica de Saramago.O horror dentro de cada um de nós.Viver é um risco e parecemos presos ao LABIRINTO DA EXISTENCIA.Viver é importante se temos e nos damos importância não apenas individual,mas coletiva.E o mundo parece não saber bem a importância do coletivo como base de sobrevivência:excluímos,fazemos guerras,matamos por cobiça,alienamos pela religião e a propaganda de massa. Diante da morte a vida é pior,pois a morte finaliza as expectativas,as dores,mas a Vida,VIVER não...ela propõe acordos de sobrevivência comum que quando falha nos tornamos horrendos,monstruosos; e assim caminhamos pelo labirinto VIDA sem saber bem aonde chegar.



Escrito por LIV às 11h01
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